Os moradores de Moema vivenciam, há muitos anos, alagamentos e inundações ao longo de várias vias no bairro de Moema, a saber:

  • Ruas Gaivota, Pintassilgo, Juquis;
  • Nas Avenidas Rouxinol, Pavão, Ibijaú, Jurema, Divino Salvador, Jandira, Jamaris;
  • e nas Alamedas dos Maracatins, dos Nhambiquaras, Jauaperi, Jurupis e dos Arapanés.

O adensamento provocado pelo crescimento vertical do bairro piorou a absorção das águas pluviais. As galerias, construídas há bastante tempo para canalizar as águas dos córrego Uberabinha, que deságua no Córrego Uberaba, já não são suficientes para drenar toda a água proveniente das chuvas. A obstrução de passagem das águas pluviais no trecho de descontinuidade entre a Av. Ibijaú e a Travessa Jornalista Otávio Muniz, também colaboram para as enchentes intensas, que vimos constantemente nesta área, e que se agravam no período das chuvas do início de todo ano. Assim, os alagamentos e enchentes, consequentes desses fatos, trazem para os moradores do nosso bairro, perdas e danos materiais e emocionais irreparáveis, inclusive com mortes por afogamento. Mesmo sabendo que os
moradores, que tiveram prejuízos em seus imóveis devido a
enchente, têm direito a “isenção de IPTU por enchentes e alagamentos”, este não é suficiente para aplacar os danos sofridos.

É inaceitável que, num bairro que contribui com IPTU altíssimo (o município arrecadou no nosso bairro no 1ª semestre/19 a quantia de 279,31 milhões de IPTU) não se coloque em prática o plano regional, proposto para o distrito de Moema, que resolveria os problemas de enchentes no entorno do Córrego Uberabinha, proposta esta que faz parte da redução de 15% de áreas inundáveis da cidade, cuja meta é definida pelo Plano de Metas na área de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente da Cidade. Enquanto espera-se que ações concretas sejam tomadas pela Prefeitura de São Paulo, a Associação Viva Moema organizou junto a Defesa Civil uma palestra de orientação sobre ações frente a enchentes no bairro.